de noite

torna-se tarde o vagar de cada segundo de humidade que os corpos absorvem

nos ossos as dores de cada passo, o humor de cada gota divina, o ribombar de cada ego

no descanso que se deseja um verdugo que nos verga e nos liberta em busca dos sonhos

no sono de um gesto presente a sentença de cada gesto passado

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