na tarde

recriar os espaços entre as fendas dolorosas que alguém esqueceu em nós
junto de um beijo
e inventar frinchas e desaparecer nelas como quem já não quer
amar mais

a manhã

a manhã de outros dias nunca tinha sido tão descrente no homem como esta
o olhar ignora o edifício transparente e imagina o odor de pedras e passos
no restolho de uma batalha ganha por réis ignóbeis que pretende impedir
o chão de reforçar o meu caminho, a caminho de casa